segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fui à Vila Belmiro

Fui à Vila Belmiro. Não sou grande freqüentador de estádios, foi apenas minha segunda vez, e a primeira na Vila. Emocionante pensar que estava diante do palco de Pelé, o maior de todos. Que inclusive também estava lá, em seu camarote, mas nem ele ajudou o Santos a vencer nesse dia.

Fui à Vila Belmiro e assisti Espanha 0 x 1 Suiça. Ou quase isso. Foi Santos 0 x 1 Fluminense, pela 9ª rodada do Brasileirão 2010. O evento demandava quase todo o tempo do dia, primeiro porque no Brasil os estádios são desorganizados, e é bom chegar bem antes. Segundo, evidentemente, porque o jogo é Santos. Saímos com a van por volta das 15:30. No caminho uma chuva fina e constante, acompanha de muita, muita neblina. Quanto aos lugares da van, dei sorte. Atrás de mim sentou um comentarista. Aliás, não só comentarista como expert em todos os assuntos. Podia ser carros, estradas, cidades, futebol, música, não existia assunto que não que ele não soubesse e não desejasse compartilhar seus comentários. Ah, era um grande leitor também. Placas de sinalização, anúncios publicitários, e tudo o mais que houvesse para ler: ele não deixava passar um.

Chegamos por volta das 17:30, fomos direto a um dos camarotes e esperamos a bola rolar. Pouco tempo depois, no camarote ao lado, chegaram os pais e outros familiares do Paulo Henrique Ganso. Impossível não reconhecer: filho de ganso, gansinho é.

O jogo começou, aperta start, e o que vimos foi um primeiro tempo abaixo do esperado. Difícil era ser acima do esperado, já que eu queria um 5 a 5. O Fluminense praticamente não fez nada, e o Santos, apesar da maior posse de bola, não conseguiu criar muitas oportunidades. O melhor lance foi um torcedor tentando devolver a bola que foi pra arquibancada “de primeira”. Acertou a orelha da bola, e o tênis dele voou no gramado. Coube ao gandula arremessar o tênis de volta, e trocá-lo pela bola. O jeito mesmo foi esperar o segundo tempo. E ele veio.

Mas antes disso, teve o intervalo. O destaque foi para o local onde as duas torcidas ficavam mais próximas. Os santistas entoaram um “ão ão ão, 3ª divisão!”, lembrando tempos inglórios do Flu, que não aceitaram e devolveram “é é é, viúva do Pelé!”. Mas não acabou por aí, com os santistas dando a tréplica: “em em em, viúva de ninguém!”

Aí veio a segunda etapa, e o Santos começou na fúria, criando e tentando marcar. O Fluminense ficava lá atrás, fechadinho, na esperança de uma única oportunidade de contra-ataque e gol. Logo aos 3 minutos, André perdeu uma chance na cara. Alguns minutos depois, Paulo Henrique Ganso, o mágico, fez o que repetiu por todo o segundo tempo: deu um toque magistral e deixou um companheiro em ótima posição. Só que assim como em todas as outras vezes, o final foi o mesmo, e não foi feliz. Nessa, em especial, Robinho chutou em cima do zagueiro. E o enredo foi se repetindo. Passe mágico de Ganso, e alguém perdendo uma oportunidade. O Santos era superior, mas chutava pouco. E o Fluminense começou com o cai-cai. Não para a 3ª divisão, como lembraram os santistas, mas em campo, jogador após jogador desabava e pedia atendimento após qualquer falta. O que justificou os 5 minutos de acréscimos no final do jogo. O Fluminense ia se segurando, e só havia criado uma ou duas chances razoáveis de gol, quando conseguiu um contra-ataque mortal. Apenas um contra-ataque e o gol. 1 a 0. E nada mais fez. O Santos continuou indo cada vez mais pra cima, cada vez mais passes de Ganso, e cada vez mais nada. Marcel, que entrou no lugar de André, conseguiu um chute no travessão, mas a pressão santista não deu resultados. Nem a Vila Belmiro, com sua “pequenez”, a torcida perto do campo, o “caldeirão” ajudou. Só serviu para o zagueiro santista conseguir cortar uma bola para fora do estádio. Sério. Fora do estádio, literalmente. E o jogo acabou assim: Espanha 0 x 1 Suíça. Quem tentou jogar perdeu. Quem se fechou e achou um contra-ataque, ganhou. Justo ou injusto? Não importa. O que importa é que eu fui à Vila Belmiro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Piratas, Roqueiros, Rebeldes

24/11/09

Por Pedro Sciarotta

“É 1966. A grande era do Rock ’n’ Roll britânico. Mas a BBC toca menos de 45 minutos de música pop por dia. Dessa maneira, as rádios piratas ancoram no Mar do Norte e tocam pop e rock 24 horas sem parar. E 25 milhões de pessoas – metade da população britânica – ouvem os piratas todos os dias.”

Assim começa o filme Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, no original), do diretor Richard Curtis (Um lugar Chamado Notting Hill, Quatro Casamentos e um Funeral), que mistura ficção com fatos reais, criando uma agradável comédia.

A história propriamente dita começa quando a mãe de Carl o manda para morar com seu padrinho Quentin, após ele ter sido expulso da escola. O garoto passa a viver no barco Rádio Rock, em que Quentin é capitão, juntamente com vários DJ’s, encarregados de manter uma programação constante na rádio pirata.

O barco esbanja alegria e rebeldia o tempo todo, e consegue passar isso para seus ouvintes – até para aqueles que têm de ouvir baixinho ou escondidos. Nem mesmo quando o governo inglês encontra uma brecha para poder ir atrás do barco, que está em águas internacionais, eles desistem. Decidem que não irão parar de tocar, não importa o que aconteça.

http://images.icnetwork.co.uk/upl/birmmail/apr2009/8/1/the-boat-that-rocked-600712817.jpg

O principal destaque do filme são as músicas. Hits dos anos 60 combinados com cenas de movimentação rápida e criativa, com diversos personagens dançando e curtindo, criam um efeito incrível. The Beach Boys, The Who, Rolling Stones, The Kinks, Jimi Hendrix, The Turtles, e por aí vai… a seleção é ótima, e a única falta percebida de cara são os Beatles, que provavelmente não puderam ser usados pelo diretor por algum problema com os direitos das canções.

Um ponto a ser discutido no filme é a “romantização” dos fatos abordados. É evidente que as rádios piratas não foram tão “mágicas” e utópicas como são apresentadas. Na realidade, a maioria das rádios piratas na Europa era financiada com dinheiro estadunidense, com o objetivo de “americanizar” as rádios européias. Isso porque, diferentemente dos Estados Unidos, a lei na Inglaterra (e grande parte da Europa) proibia anúncios comerciais nas rádios, o que afetava as agências de publicidade, já que era um mercado que poderia ser explorado.

http://moviesmedia.ign.com/movies/image/article/955/955672/the-boat-that-rocked-20090220022249033_640w.jpg

Mas no filme tudo é possível, e não poderia acabar de forma trágica ou sob essa chata realidade. Assim como no começo, ele termina com uma mensagem. Diz que no verão de 1967 a época de sucesso das rádios piratas acabou, mas isso não fez com que o sonho dos piratas acabasse. Segue falando que hoje em dia existem 299 estações de rádio no Reino Unido que tocam pop e rock 24 horas por dia, e que apesar de 40 anos já terem se passado, o rock ‘n’ roll continua existindo. Termina mostrando capas de discos de diversas épocas, em um ritmo alucinado.

O filme teve sua estréia no dia 1º de abril, na Inglaterra, e saiu recentemente (13 de novembro) nos Estados Unidos e Canadá. Quanto ao Brasil, ainda não há uma data para ser lançado. O jeito é esperar, ou baixar o filme pela internet. Mas é melhor fazer isso escondido, igual ouvir as rádios piratas.

http://www.billnighy.info/img/2009/tbtr_quad2.jpg

“Bíblia da Música” ganha versão brasileira

Por Pedro Sciarotta
Publicado dia 14/10/09


A revista estadunidense especializada em música, Billboard, ganhou uma edição brasileira. O lançamento foi hoje (dia 14), e a primeira edição sai por R$ 8,90.

A empresa, que já existe desde 1894 nos Estados Unidos, é famosa por publicar rankings com as canções mais populares do momento, e é uma referência no mundo da música (também é chamada de “Bíblia da Música”). Agora, também teremos o ranking das “mais tocadas” no Brasil.

Capa da 1ª edição: Roberto Carlos

Capa da 1ª edição: Roberto Carlos

A versão brasileira, porém, terá algumas modificações em relação à norte-americana. Enquanto a original é publicada semanalmente, a tupiniquim será mensal. Além disso, o público alvo serão os consumidores (assim como é a concorrente Rolling Stone), e não a indústria da música como acontece nos Estados Unidos.

Na capa de estréia está o cantor Roberto Carlos, que completa 50 anos de carreira e é quem mais vendeu discos no Brasil. A matéria envolvendo o “rei” trata sobre os bastidores de sua turnê.

Com chamada na capa também há três matérias interessantes: uma entrevista com Paul McCartney sobre o sucesso dos Beatles na atualidade, uma reportagem sobre os lucros da banda KISS com a exploração de sua marca, e uma matéria sobre a volta dos LP’s e a recuperação da única fábrica de vinil da América Latina (tema abordado no blog no mês passado).

Matéria conta a história da "Bíblia da Música"

Matéria conta a história da "Bíblia da Música"

Outra matéria que tem destaque na revista é “Billboard – uma história de sucesso” onde é contada a história da revista no mundo, ajudando o leitor brasileiro a saber o que a revista já atingiu em outros países.

Tudo indica que a revista chegou para fazer sucesso, e como diz o slogan propagado em suas páginas: “Billboard – Você já ouviu falar. Agora vai ler.”

Twitter: Billboard e Billboard Brasil

Jorge Ben Jor, nós gostamos de você

Publicado dia 01/10/09
Por Pedro Sciarotta


Jorge Ben Jor chegou para animar a festa. Veio todo de branco e com seus óculos escuros característicos. Foi assim que ele fez o show de mais de duas horas e meia no Credicard Hall, no penúltimo sábado de setembro.

O músico misturou hits, que faziam o público pular na pista, com músicas menos conhecidas. Uma das primeiras foi “Salve Simpatia”, que começou a aquecer o espetáculo.

Jorge Ben Jor possui um jeito único de fazer música. Mistura vários estilos (samba, bossa nova, funk, soul, jazz, maracatu, rock ‘n’ roll) para fazer o seu estilo próprio, inconfundível. O cantor e bandleader, que já completa 67 anos, nem de perto aparenta ter essa idade. Na verdade, não parece diferir muito de ser o garoto de 21 anos que fez seu primeiro sucesso com “Mas Que Nada”, música que não poderia faltar no repertório.

Jorge Ben Jor: com 67 anos ainda anima o público

Jorge Ben Jor: com 67 anos ainda anima o público

O músico cantou alguns já tradicionais pot-pourris, como “Por Causa de Você Menina / Chove Chuva”, “Menina Mulher da Pele Preta / O Telefone Tocou Novamente”, e “País Tropical / Spyro Gira”, esse último que fez a galera pular. Outros hits também levantaram o público, como “Engenho de Dentro”, “W/Brasil (Chama O Síndico)” e “Fio Maravilha”, no final da qual Jorge Ben Jor anunciou que faria uma pequena pausa de “cinco minutos”. Antes disso, ele também tocou outras músicas mais “tranqüilas”, mas não menos famosas, como “Os Alquimistas Estão Chegando”, “A Minha Menina”, “Jorge da Capadocia”, “Magnólia”, “Que Maravilha”, e “Ive Brussel”.

Jorge Ben com seus tradicionais óculos escuros

Jorge Ben com seus tradicionais óculos escuros

Jorge Ben voltou ao palco após alguns minutos, e depois de uma introdução, cantou a contagiante “Taj Mahal”: Tê Tê Tê, Têtêretê. Para a música seguinte, “Gostosa”, várias mulheres do público subiram ao palco para cantar e dançar com Jorge. E lá elas continuaram quando Jorge Ben Jor encerrou o espetáculo cantando a mesma música com que começou o show: “Salve Simpatia”.

Ben Jor não se esqueceu de agradecer dois “amigos” que vieram ver seu espetáculo: o rapper Mano Brown e o publicitário Washington Olivetto. E estes com certeza não se decepcionaram. Com seus 67 anos, o músico ainda consegue fazer um show emocionante com o público cantando junto.

A Volta do Disco de Vinil

Por Pedro Sciarotta
Publicado dia 09/09/09


Foi com a chegada do CD, no início da década de 90, que o disco de vinil foi dado como morto. O CD tinha maior durabilidade e não produzia chiados. Além disso, poderia ser tocado em aparelhos menores, sem precisar de uma vitrola. Para “piorar”, há pouco tempo atrás ainda viriam as músicas em MP3, e os players desse formato, deixando os Long Plays (LPs) cada vez mais distantes e esquecidos.

http://colunadallas.files.wordpress.com/2009/04/08_mhg_cult_vinil.jpg?w=466&h=296
Os LPs voltaram!

Agora, eles voltam a ser lembrados. Alguns dizem que o som produzido pelos LPs é melhor do que o som dos seus irmãos mais novos, mas esse não é o motivo da volta do vinil. Hoje em dia, em que é possível “baixar” discografias aos montes, os amantes dos LPs navegam contra a corrente. Fazem de ouvir música um ritual: escolher um disco, uma faixa, colocar pra tocar, e curtir a música. Ouvem para sentir a música, e não para apenas deixá-la como som ambiente enquanto executam outras atividades. Os números são animadores: nos Estados Unidos, o vinil cresceu 37% em número de peças e 64% em dólares, em 2007. Em 2008, o crescimento mais que triplicou: 124% em peças e 148% em dólares.¹

Os LPs, que antes só podiam ser encontrados em sebos, agora começam a ser relançados e podem até ser encontrados em grandes livrarias e “megastores”. Segundo o G1, a Polysom, única fábrica de discos de vinil de toda América Latina, voltará a funcionar ainda em 2009, sob nova administração. Os artistas também entraram na onda. Já é comum nos Estados Unidos e Europa os artistas lançarem seus discos, além de CD, no formato de LP. A tendência é a moda pegar no Brasil, tendo em vista a reabertura da Polysom (situada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro).

sala
“Sala de corte” da Polysom

Porém, nem tudo são flores. O preço dos novos LPs ainda é salgado, e “clássicos” antigos ou recém-lançamentos não são encontrados por menos de cem reais. Grande parte é por causa dos impostos, como reclama o dono da Polysom, via Twitter: “Impostos, impostos e mais impostos. Imaginem depois do preço final ainda ter que adicionar mais 24%. De quê? Impostos!”

¹ – http://twitter.com/polysom – Twitter da Polysom, atualizado diariamente com notícias e fotos da fábrica.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Esse blog já perdeu o sentido, então darei um novo.
Publicarei aqui os textos produzidos por mim para a faculdade de Jornalismo.

domingo, 16 de agosto de 2009

Yeah, darlin', go make it happen!

Filmes bons são aqueles voltam à sua mente mesmo depois de algum tempo. Podem ser horas, dias, meses, anos, mas acredito que seja possível definir dessa maneira. Aqueles que nos fazem pensar sobre alguma coisa, analisar o ponto de vista de todos pesonagens, e imaginar o que faríamos naquela situação. A bola da vez é Easy Rider. Um filme nos mesmos moldes do famoso livro On the Road, que levanta questões sobre a liberdade e como as pessoas encaram isso. É o velho entrave entre a procura da felicidade no melhor estilo american way of life, buscando viver em uma casa com cerca branca e grama bem verde, e o pensamento antagônico que busca uma vida mais 'livre', sem estar preso a nada.
O filme trata de dois motoqueiros que saem pelos Estados Unidos. Sem preocupações. Sem compromissos.
Um dos diálogos mais importantes do filme, em que é explicado como os dois motoqueiros são vistos pelas outras pessoas:


(clique pra ampliar e sentir a liberdade)

Billy: [...] They're scared, man.
George Hanson: They're not scared of you. They're scared of what you represent to 'em.
Billy: Hey, man. All we represent to them, man, is somebody who needs a haircut.
George Hanson: Oh, no. What you represent to them is freedom.
Billy: What the hell is wrong with freedom? That's what it's all about.
George Hanson: Oh, yeah, that's right. That's what's it's all about, all right. But talkin' about it and bein' it, that's two different things. I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace. Of course, don't ever tell anybody that they're not free, 'cause then they're gonna get real busy killin' and maimin' to prove to you that they are. Oh, yeah, they're gonna talk to you, and talk to you, and talk to you about individual freedom. But they see a free individual, it's gonna scare 'em.
Billy: Well, it don't make 'em runnin' scared.
George Hanson: No, it makes 'em dangerous.

Tente falar que você vai largar seu emprego por alguns meses pra viajar por qualquer lugar, sem hotéis marcados, sem certezas. Todos falarão que é loucura, e tentarão te fazer desistir da idéia. Mas a verdade é que todos gostariam de ter essa coragem e de fazer algo assim. Mas eles têm medo. Medo de não ter a certeza. É fácil se acomodar em seu trabalho e repetir todo dia a mesma atividade, é seguro, sem surpresas. Clamam ser livres por estar naquele trabalho porque querem, mas a verdade é que têm medo de fazer qualquer coisa diferente, que saia do padrão. Falam mal e não gostam das pessoas diferentes, que conseguem quebrar essas barreiras invisíveis, mas no fundo, sentem inveja por não terem a coragem de fazer mesmo e estarem presas atrás de suas escrivaninhas.

...Yeah, darlin', go make it happen
Take the world in a love embrace
Fire all of your guns at once and
Explode into space

Like a true nature's child
We were born, born to be wild...
(Born To Be Wild - Steppenwolf)

sábado, 15 de agosto de 2009

Alienígenas

Eu sempre gostei de pensar que eu era um alienígena. Quando eu era pequeno, costumava pensar que tinha sido adotado pela minha mãe, porque tinha sido encontrado dentro de uma espaçonave que havia me mandado de outro planeta.
Eu queria tanto ser de outro planeta. Toda noite eu falava com a minha 'verdadeira' família no céu. Eu sabia que havia milhares de crianças alienígenas na Terra. Elas estavam por toda parte. E eu conheceria alguns deles.
Isso era uma coisa que eu sempre gostava de pensar. Era divertido imaginar isso. Não havia motivo especial para eu estar aqui, e eu sempre sentia saudades de casa. E era o mesmo para os outros alienígenas. Eu teria chance de encontrar outros alienígenas durante toda minha vida.
E eventualmente nós iríamos descobrir, um dia, o que nós tínhamos que fazer.

Kurt Cobain

Filme: About a Son (Retrato de Uma Ausência)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ain't No Reason




Ain't No Reason - Brett Dennen


There ain't no reason things are this way.
It's how they always been and they intend to stay.
I can't explain why we live this way.
We do it every day.

Preachers on the podium speaking to saints.
Prophets on the sidewalk begging for change.
Old ladies laughing from the fire escape,
Cursing my name.

I gotta a basket full of lemons and they all taste the same,
A window and a pigeon with a broken wing,
You can spend your whole life working for something,
Just to have it taken away.

People walk around pushing back their debts,
Wearing paychecks like necklaces and bracelets,
Talking about nothing, not thinking about death,
Every little heartbeat, every little breath.

People walk a tightrope on a razors edge.
Carrying their hurt and hatred and weapons.
It could be a bomb, or a bullet, or a pen,
Or a thought, or a word, or a sentence.

There ain't no reason things are this way.
Its how they've always been and they intend to stay.
I don't know why I say the things I say,
But I say them anyway.

But love will come set me free.
Love will come set me free, I do believe.
Love will come set me free, I know it will.
Love will come set me free, yes.

Prison walls still standing tall.
Some things never change at all.
Keep on building prisons, gonna fill them all.
Keep on building bombs, gonna drop them all.

Working your fingers bare to the bone.
Breaking' your back, make you sell your soul.
Like a lung, it's filled with coal,
Suffocating slow.

The wind blows wild and I may move.
But politicians lie and I am not fooled.
You don't need no reason or a three piece suit,
To argue the truth.

The air on my skin and the world under my toes
Slavery stitched into the fabric of my clothes
Chaos and commotion wherever I go,
Love I try to follow.

Love will come set me free
Love will come set me free, I do believe
Love will come set me free, I know it will
Love will come set me free, yes

There ain't no reason things are this way.
Its how they've always been and they intend to stay.
I can't explain why we live this way.
We do it every day.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cada palavra me dói

Cada palavra me dói.
Teria meu texto ficado melhor se eu tivesse usado a outra, e não esta palavra?
Cada palavra é um parto.
Ter de escolher qual palavra deve entrar no texto, e ter de esquecer tantas outras que ficarão de fora.
Aquela palavra ainda me assombra.
Será que mais pessoas teriam gostado do meu texto se fosse ela a escolhida?
No mundo das palavras, todas pedem para ser usadas.
Sinto muito, palavras. Aqui é só uma por vez.

domingo, 9 de agosto de 2009

She sees the mirror of herself
An image she wants to sell
To anyone willing to buy
(Extraordinary Girl - Green Day)