Fui à Vila Belmiro. Não sou grande freqüentador de estádios, foi apenas minha segunda vez, e a primeira na Vila. Emocionante pensar que estava diante do palco de Pelé, o maior de todos. Que inclusive também estava lá, em seu camarote, mas nem ele ajudou o Santos a vencer nesse dia.
Fui à Vila Belmiro e assisti Espanha 0 x 1 Suiça. Ou quase isso. Foi Santos 0 x 1 Fluminense, pela 9ª rodada do Brasileirão 2010. O evento demandava quase todo o tempo do dia, primeiro porque no Brasil os estádios são desorganizados, e é bom chegar bem antes. Segundo, evidentemente, porque o jogo é Santos. Saímos com a van por volta das 15:30. No caminho uma chuva fina e constante, acompanha de muita, muita neblina. Quanto aos lugares da van, dei sorte. Atrás de mim sentou um comentarista. Aliás, não só comentarista como expert em todos os assuntos. Podia ser carros, estradas, cidades, futebol, música, não existia assunto que não que ele não soubesse e não desejasse compartilhar seus comentários. Ah, era um grande leitor também. Placas de sinalização, anúncios publicitários, e tudo o mais que houvesse para ler: ele não deixava passar um.
Chegamos por volta das 17:30, fomos direto a um dos camarotes e esperamos a bola rolar. Pouco tempo depois, no camarote ao lado, chegaram os pais e outros familiares do Paulo Henrique Ganso. Impossível não reconhecer: filho de ganso, gansinho é.
O jogo começou, aperta start, e o que vimos foi um primeiro tempo abaixo do esperado. Difícil era ser acima do esperado, já que eu queria um
Mas antes disso, teve o intervalo. O destaque foi para o local onde as duas torcidas ficavam mais próximas. Os santistas entoaram um “ão ão ão, 3ª divisão!”, lembrando tempos inglórios do Flu, que não aceitaram e devolveram “é é é, viúva do Pelé!”. Mas não acabou por aí, com os santistas dando a tréplica: “em em em, viúva de ninguém!”
Aí veio a segunda etapa, e o Santos começou na fúria, criando e tentando marcar. O Fluminense ficava lá atrás, fechadinho, na esperança de uma única oportunidade de contra-ataque e gol. Logo aos 3 minutos, André perdeu uma chance na cara. Alguns minutos depois, Paulo Henrique Ganso, o mágico, fez o que repetiu por todo o segundo tempo: deu um toque magistral e deixou um companheiro em ótima posição. Só que assim como em todas as outras vezes, o final foi o mesmo, e não foi feliz. Nessa, em especial, Robinho chutou em cima do zagueiro. E o enredo foi se repetindo. Passe mágico de Ganso, e alguém perdendo uma oportunidade. O Santos era superior, mas chutava pouco. E o Fluminense começou com o cai-cai. Não para a 3ª divisão, como lembraram os santistas, mas em campo, jogador após jogador desabava e pedia atendimento após qualquer falta. O que justificou os 5 minutos de acréscimos no final do jogo. O Fluminense ia se segurando, e só havia criado uma ou duas chances razoáveis de gol, quando conseguiu um contra-ataque mortal. Apenas um contra-ataque e o gol.











